O dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, foi assinalado por todo o país com entradas gratuitas, visitas guiadas, animação de espaços e exposições relacionadas com a memória e o património.
O Arquivo.pt contribuiu com uma exposição de páginas antigas, intitulada “Memória Digital através da Internet do Passado”, que esteve patente num dos stands no Museu dos Coches, em Lisboa.
As páginas foram selecionadas para mostrar diversos aspetos do Alentejo ao longo do tempo. A partir de 2016, selecionou-se páginas relativas ao projeto Heritales.
Heritales e Crowd-Recycling chamaram a atenção para a preservação da memória da Internet
Heritales é um projeto sediado em Évora que tem por objetivo estudar e divulgar o património em todas as suas manifestações. É conhecido pelo seu evento principal criado em 2016, o HERITALES – International Heritage Film Festival.
Crowd-Recycling é um projeto focado nas boas práticas para a sustentabilidade.
O Heritales, o Crowd-Recycling e o Arquivo.pt concretizaram esta ação em colaboração com o objetivo de dar visibilidade aos conteúdos publicados na Web ao longo do tempo. Preservar e dar acesso aos conteúdos digitais é fundamental para valorizar o património.
Porque é que fazer uma exposição de websites antigos é um boa ideia
Fazer uma exposição de websites ao longo do tempo é relativamente fácil, bastando ter um tema que pode ser também a história de uma instituição e escolher páginas conservadas no Arquivo.pt.
Uma exposição de sites antigos é uma ideia original para o público-alvo. Muitas vezes apresenta textos e imagens que só existiram na Web.
Ao chamar a atenção para os websites damo-nos conta que muitas coisas ficaram por gravar e isso muda a nossa visão sobre os conteúdos que publicamos hoje. Passados a cuidar mais da gravação de páginas importantes, por exemplo, tomando medidas ou gravando-as na hora com o SavePageNow.
Heritales, Crowd-Recycling e Arquivo.pt presentes no Dia Internacional dos Museus no Museu dos Coches
Dia Mundial da Internet foi a 17 de maio
No dia anterior ao Dia Internacional do Museus assinalou-se o Dia Mundial da Internet (17 de maio). A proximidade das duas comemorações vem mesmo a propósito do tema da preservação da memória.
Portugal ligou-se à Internet, pela primeira vez, em 1991, com o projeto da FCCN “Serviço IP da RCCN”.
Para relembrar como tudo aconteceu, deixamos-lhe as três sugestões que a FCCN publicou nas redes sociais para este dia:
Os DPC Awards são uma forma de divulgar e promover casos de uso exemplares e inovadores, provenientes de candidaturas de todo o mundo.
Por essa razão, o Arquivo.pt aceitou o desafio para dar a conhecer os seus serviços à comunidade internacional.
A equipa do Arquivo.pt apresentou duas candidaturas aos DPC Awards 2024 nas categorias de “Award for Safeguarding the Digital Legacy” (prémio para a salvaguarda da herança digital) e “Award for Research and Innovation” (prémio para investigação e inovação).
Candidaturas do Arquivo.pt aos Prémios DPC
#1 Catálogo de ferramentas do Arquivo.pt para preservação digital
A informação que rege a vida atual nasce digital e é divulgada online. No entanto, objetos digitais de valor incalculável publicados em linha têm vindo a perder-se irremediavelmente.
O Arquivo.pt é uma infraestrutura pública que preserva objetos digitais publicados em linha para salvaguardar este legado digital para as gerações futuras.
As imagens publicadas online são artefactos digitais preciosos que documentam a época contemporânea para as gerações futuras.
Esta iniciativa descreve a investigação e o desenvolvimento de um sistema inovador de pesquisa de imagens que permite a descoberta e acesso a milhares de milhões de imagens preservadas da web desde a década de 1990.
Esta investigação foi aplicada para potenciar o Arquivo.pt com um serviço de pesquisa de imagens único no mundo e disponível publicamente a qualquer utilizador da Internet.
O Arquivo.pt é um serviço de preservação acessível na Internet e são cada vez mais os casos de uso do Arquivo.pt em estudos científicos por investigadores de outros países.
Os motivos para esse uso internacional do Arquivo.pt são o facto de preservar conteúdos em várias línguas, como por exemplo acerca das Eleições Europeias de 2019, e por ser inovador nos serviços que disponibiliza para pesquisa e acesso à informação preservada.
Assim sendo, um investigador de qualquer parte do mundo pode pesquisar textos, imagens ou treinar modelos de Inteligência Artificial com base na informação histórica preservada pelo Arquivo.pt.
As iniciativas foram as seguintes: uma viagem no tempo, uma recolha especial sobre o tema “25 de Abril”, uma comunicação no Congresso Internacional 50 anos de Abril e a inclusão de uma menção especial na edição de 2025 do Prémio Arquivo.pt.
Exposição “Memórias do 25 de Abril na Internet”
A exposição Memórias do 25 de Abril na Internet apresenta uma seleção de páginas Web sobre as comemorações do 25 de Abril em diversas regiões do país, desde o princípio da Web na década de 1990.
Os critérios para a escolha das páginas da exposição foram os seguintes:
Páginas relativas a comemorações do 25 de Abril;
Páginas encontradas no Arquivo.pt em datas próximas da efeméride, em cada ano;
Diversidade para incluir diversas zonas do país;
Manifestações populares e cerimónias oficiais.
Uma memória histórica sem os arquivos da Web é incompleta. Com esta viagem no tempo pretende-se convidar os cidadãos a viajarem no tempo, percorrendo páginas Web antigas e reavivando episódios recentes da nossa vida em democracia.
O conjunto de dados contém uma lista de palavras-chave colocadas num motor de busca a fim de obter resultados sobre o tópico “25 de Abril”. Na pesquisa considerou-se nomes de pessoas, lugares, aspetos políticos, sociais, culturais e ainda palavras associadas ao acontecimento.
As pesquisas foram realizadas no dia 22 de março de 2024 utilizando o Bing Search API, um serviço de pesquisa automática que devolve resultados de acordo com critérios de relevância do próprio serviço Bing e de outros configurados por nós.
No total foram obtidos 12.650 endereços únicos de páginas Web. Espera-se que a gravação destas páginas seja útil para as organizações que produziram esses conteúdos, para os investigadores que pretendem estudar a nossa história e para os cidadãos que cultivam o sentido da memória e da democracia.
Participação no Congresso Internacional 50 anos de Abril
João Gomes, Diretor Serviços Avançados, FCCN-FCT apresentando o serviço Memorial do Arquivo.pt no Congresso Internacional 50 anos de Abril
No dia 2 de maio de 2024, João Gomes, Diretor dos Serviços Avançados da FCCN Unidade de Computação Científica da Fundação para a Ciência e a Tecnologia I.P., apresentou o Arquivo.pt aos participantes do Congresso Internacional 50 anos de Abril, como um serviço distinto, aberto aos cidadãos e útil para as organizações.
O Arquivo.pt é um serviço de preservação da Web disponível para todos os cidadãos que pretendem pesquisar conteúdos antigos publicados na Web.
A utilização do Arquivo.pt contribui para uma melhor compreensão da nossa história. Além disso, fornece serviços úteis para a cibersegurança, como por exemplo o Memorial do Arquivo.pt que é capaz de manter os sites antigos das instituições, prevenindo ataques e poupando-lhes recursos.
Menção especial “O 25 de Abril e a Democracia” no Prémio Arquivo.pt 2025
O Prémio Arquivo.pt realiza-se anualmente e distingue trabalhos que utilizem o Arquivo.pt.
Em 2025, na continuação das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, será incluída uma menção especial a trabalhos sobre o tema “O 25 de Abril e a Democracia”.
Desafia-se pois os investigadores e cidadãos interessados a criarem trabalhos inovadores utilizando o Arquivo.pt.
Para questões relacionadas com o Prémio Arquivo.pt, contacte-nos.
A sessão realizada durante as Jornadas FCCN intitulou-se “Arquivo.pt ao serviço da cultura” e teve por objetivo destacar duas colaborações do Arquivo.pt no domínio da cultura e do conhecimento, nomeadamente, com a Wikimédia Portugal e com o Museu Virtual do Turismo (MUVITUR).
Na sessão Zapping FCCN o Arquivo.pt apresentou o serviço Arquivo404 que permite aos sites oferecerem conteúdos históricos em vez da negativa “Página não encontrada”.
O Workshop pós-Jornadas, promovido pela ARDITI, foi aberto às instituições regionais e aos cidadãos em geral. Intitulou-se “O Arquivo.pt e a preservação da memória da Internet”.
Os conteúdos foram estruturados seguindo o programa de formação que o Arquivo.pt e precedidos pelo enquadramento entre os outros serviços da FCCN – Computação Científica da FCT.
Tão importante como os conteúdos foi o diálogo que se estabeleceu durante as sessões entre os participantes e a equipa do Arquivo.pt para esclarecer dúvidas ou para colocar questões.
A preservação da Web é cada vez mais importante para as organizações que pretendem conservar parte da memória institucional e desenvolver políticas de segurança.
A ARDITI deu um sinal importante acerca da preservação da memória Web das instituições madeirenses ao acolher e promover as ações formativas do Arquivo.pt.
Se pretende promover a preservação de conteúdos Web na sua organização consulte a formação do Arquivo.pt e contacte-nos.
O Arquivo.pt foi criado a 8 de novembro de 2007 com o objetivo de preservar conteúdos da Web portuguesa.
Em 2013, enquanto serviço operado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a sua missão foi formulada nestes termos: “Promover a preservação de conteúdos disponíveis na Internet nacional, garantindo a disponibilização deste à comunidade científica e ao público em geral” (Decreto Lei nº55/2013).
Nos anos mais recentes, o Arquivo.pt tem criado novos serviços tais como o CitationSaver que permite aos investigadores gravarem as referências a conteúdos Web que constam nos seus artigos científicos. O Memorial e o Completar a Página facilitam o acesso aos conteúdos dispersos no enorme bloco de 1 PetaByte de dados.
De onde veio tanta informação?
Para atingir o volume de 1 PetaByte, o Arquivo.pt gravou periodicamente conteúdos dos sites do domínio .PT e de sites portugueses noutros domínios.
Além disso, foram feitas recolhas frequentes, diárias e mensais, a um pequeno conjunto de sites governamentais e aos principais sites noticiosos em Portugal.
No âmbito de colaborações internacionais, foram recolhidos conteúdos de sites em diversas línguas, como por exemplo sobre as Eleições Europeias de 2019.
Os conteúdos anteriores a 2008 vieram do Internet Archive e de doações, como é o caso de uma coleção feita pela Biblioteca Nacional e pelo INESC sobre as Eleições Legislativas de 2005.
O maior conjunto de dados em língua portuguesa em acesso aberto para os investigadores
Ao disponibilizar 1 PetaByte de informação, em acesso aberto e através do uso de APIs (Application Programming Interfaces), o Arquivo.pt é uma ferramenta útil para a investigação.
Por exemplo, um investigador que pretender fazer um estudo sobre as eleições em Portugal pode utilizar todo o acervo do Arquivo.pt. Melhor ainda, pode focar-se apenas em algumas recolhas especiais dedicadas às eleições, escolhendo as que lhe interessam e descarregando apenas alguns Terabytes para processar automaticamente com as APIs.
Contributo de diversas equipas e dos amigos do Arquivo.pt
Neste evento, realizado no auditório da Polícia Judiciária, em Lisboa, estiveram presentes representantes da área governativa da Justiça e profissionais no âmbito dos arquivos, da comunicação e dos departamentos de informática.
Como usar o Arquivo.pt para preservar os websites institucionais
O Arquivo.pt participou com a apresentação “Preserve o seu website” na qual se abordou a questão da preservação dos websites institucionais e aspetos cada vez mais importantes como a cibersegurança.
As entidades da área da Justiça podem beneficiar do Arquivo.pt e dos seus diversos serviços para assegurar uma boa preservação dos seus websites, mitigar ameaças à cibersegurança e fornecer conteúdos históricos aos cidadãos.
Como conclusão desta apresentação ficaram as seguintes recomendações:
Faça o inventário e dê a conhecer os seus Websites atuais e históricos
Use colaborativamente os serviços do Arquivo.pt
Grave no formato normalizado os conteúdos com o ArchiveWeb.page
Última atualização em 27 de Março de 2024 às 11:16
Mais de 100 websites históricos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) passaram a estar acessíveis através do serviço Memorial do Arquivo.pt.
O Departamento de Informática da FCUL enviou ao Arquivo.pt uma lista de websites antigos alojados nos seus servidores que já não eram atualizados, mas cujo conteúdo histórico continua a ser interessante para a comunidade (ex. websites de projetos de investigação ou eventos científicos).
O Arquivo.pt preservou estes websites em colaboração com os seus responsáveis, procurando manter para o futuro uma representação fiel dos conteúdos publicados.
A FCUL redirecionou o endereço de cada website para o Arquivo.pt, e pôde então desligar os servidores respetivos e passar a poupar os recursos que dispendia na sua manutenção (ex. eletricidade, espaço, recursos humanos).
O website do programa científico MiNEMA foi o primeiro que a FCUL integrou no Memorial do Arquivo.pt. Este website deixou de ser atualizado em 2009 quando o projeto terminou. A FCUL investiu recursos na manutenção do website por mais 10 anos até ser necessário desligá-lo por motivos de cibersegurança.
O Memorial do Arquivo.pt surgiu então como uma opção e a partir de 2020, a FCUL passou a ter de manter apenas o domínio www.minema.di.fc.ul.pt enquanto que o Arquivo.pt passou a preservar a informação contida no website.
Faça como a FCUL e preserve os seus websites históricos no Memorial!
Cada vez mais as instituições recorrem ao Memorial do Arquivo.pt para preservar de forma segura os conteúdos dos seus websites históricos. Por exemplo, a FCUL preservou 116 websites, o Centro de Gestão da Rede Informática do Governo preservou 23 e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia preservou 40.
As instituições públicas têm prioridade para beneficiar deste serviço. No entanto, outras entidades também o podem solicitar desde que sejam detentoras do domínio do website.
Identifique os seus websites históricos que podem ser integrados no Memorial do Arquivo.pt e contacte-nos!
Última atualização em 16 de Outubro de 2023 às 19:04
Existem páginas arquivadas da web que são reproduzidas de forma incompleta devido a problemas ocorridos durante o processo de arquivo (ex. desformatadas ou com falta de imagens embedidas).
Completar a página é uma funcionalidade do Arquivo.pt que permite recuperar os elementos em falta nas páginas arquivadas a partir de outros arquivos da web ou dos websites originais.
Quando um utilizador visualiza uma página arquivada no Arquivo.pt, basta aceder ao menu Opções no canto superior direito e escolher Completar a página.
Este processo é realizado de forma automática e o Arquivo.pt é o único arquivo da web no mundo que o disponibiliza!
Como funciona o Completar a página?
Se abrir uma página arquivada que lhe pareça incompleta, tente a opção Completar a página e aguarde.
O Arquivo.pt efetuará uma busca pelos elementos em falta, na Internet e noutros arquivos da Web utlizando o protocolo Memento. Em caso de sucessso, os elementos obtidos serão imediatamente mostrados na página.
Posteriormente, estes elementos recuperados são integrados no acervo do Arquivo.pt, para que a página apareça sempre mais completa em futuras consultas realizadas por qualquer utilizador.
Completar a página de entrada do website da artista Cristina Guerra encontrou uma imagem em falta.
Por exemplo, o website da artista Cristina Guerra, arquivado em 2005, tinha uma imagem em falta. Mas utilizando o Completar a página, foi possível em 2021 obtê-la a partir de outro arquivo da web que a tinha preservado e passar a presentar a página de forma mais completa.
Participe na curadoria colaborativa para melhorar a qualidade do Arquivo.pt!
Devido ao elevado número de páginas arquivadas não é possível ao Arquivo.pt tentar completar todas automaticamente. Por isso, a colaboração dos utilizadores para identificar páginas importantes com elementos em falta e tentar completá-las é importante.
Ao utilizar o Completar a página a comunidade de utilizadores está a contribuir para melhorar a qualidade das páginas preservadas no Arquivo.pt!
Experimente sempre completar as páginas arquivadas que lhe pareçam incompletas e se detectar algum problema contacte-nos.
Nos dias seguintes, 11 e 12 de maio, realizou-se a IIPC Web Archiving Conference (IIPC WAC), uma iniciativa aberta à comunidade, onde podem participar pessoas ou entidades não associodas ao IIPC e interessadas no domínio da preservação da Web.
Contributos do Arquivo.pt na Web Archiving Conference
O Arquivo.pt participou nas reuniões dos grupos de trabalho do IIPC (Training Working Group e Curators Working Group) e contribuiu com apresentações nas sessões temáticas Collaborations & Outreach e Program infrastructure (sessões 7 e 17).
O Arquivo.pt contribuiu com apresentações para as sessões Web Archive in Mediterranean area and its merge(4.A,), From online Tools to Web Archive (6.B.), Towards a participatory approach to collections (9. A.), Digging up the materials for writing web history (9.B.).
How to research governmental web data? (abstract, slides)
O Arquivo.pt participou em três cursos: Incentives design for hybrid multilingual information processing and analytics, em Southampton; National and transnational media coverage of European parliamentary elections, 2004-2014, Londres; e NLP for under-resourced languages, em Zagreb, na Croácia.
Em 2022, o Arquivo.pt acolheu dois investigadores nas suas instalações os quais utilizaram os recursos arquivados e tiveram apoio especial da equipa do Arquivo.pt para desenvolverem a sua investigação.
O projeto CLEOPATRA terminou em 2023 com a realização de um encontro a 16 de maio, em Hannover, que reuniu professores, investigadores e representantes de instituições envolvidas.
Daniel Gomes, Gestor do Arquivo.pt, destacou as novas ferramentas que o Arquivo.pt disponibiza e os resultados dos trabalhos realizados pelos investigadores que passaram pelo Arquivo.pt.
Secondments@Arquivo.pt and new research tools available (Slides)
Entre os conteúdos digitalizados que podem ser consultados no catálogo e acedidos nas instituições provedoras encontravam-se som, imagem, fotografia, material impresso digitalizado. Contudo, faltavam os Websites.
Assim, surgiu a ideia da nova coleção “Páginas Web” do MUVITUR.
Colaboração entre o MUVITUR e o Arquivo.pt
Em 2019, iniciou-se uma colaboração entre o Arquivo.pt e o MUVITUR com o objetivo de identificar sites relacionados com o Turismo em Portugal e de divulgar o histórico de conteúdos publicados na Web, desde 1996.
Em 2022, estabeleceu-se uma lista com cerca de 400 registos de websites de diversas entidades ligadas ao Turismo, hotéis, agências de viagens, páginas dos sites dos municípios com informação turística e outras.
O MUVITUR utiliza o software Nyron, o qual permite agregar conteúdos de diversas proveniências através do protocolo interoperabilidade OAI-PMH (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting), cuja utilização é muito comum entre bibliotecas, arquivos e museus para fornecer conteúdos a portais, como por exemplo o Europeana.
O Arquivo.pt, porém, não disponibiliza informação através do OAI-PMH, pelo que foi necessário encontrar uma forma alternativa de criar um registo no Nyron com informação descritiva de Websites preservados.
O procedimento para a integração foi o seguinte:
Exportou-se para uma folha Excel o esquema XML com os campos para os metadados, de acordo com o que funciona no Nyron;
A informação foi inserida manualmente na folha Excel, respeitando o formato e a sintaxe, em colaboração com os técnicos responsáveis pelo sistema;
O ficheiro XML com os dados inseridos foi validado e importado para o Nyron.
A criação de registos em catálogos é em grande parte manual e exige uma curadoria humana. No entanto, foi possível introduzir informação para ser processada automaticamente nos registos da coleção de Websites. Por exemplo, a miniatura (thumbnail) foi obtida utilizando a API do Arquivo.pt, mais espeicificamento o linkToScreenShot, visível nos detalhes técnicos de uma página preservada (ver em Opções).
Para outros elementos, tais como o título do site, seria possível obtê-los automaticamente através da API do Arquivo.pt, no entanto a qualidade da informação depende do que os produtores do site inseriram e pode não ser a melhor. As datas para limitar o âmbito temporal também podem ser obtidas de forma automática. Privilegiou-se o método manual para controlar a informação apresentada.
Na continuidade do projeto, a coleção vai ser aumentada com novos registos, pois existem milhares de sites sobre o setor do Turismo.
Descrição de conteúdos Web no catálogo do MUVITUR
Na coleção “Paginas Web” são utilizados os seguintes dados:
Denominação – geralmente o título do website
Organização – a entidade a quem pertence a publicação
Endereço do sítio Web na Internet
Endereço para versão no Arquivo.pt
Momento(s) para recordar
Link para miniatura no Arquivo.pt
Descritores
Dados geográficos (localização, coordenadas, nome geográfico)
A apresentação da informação foi ajustada para ficar alinhada com a de outros recursos do MUVITUR e contém ligações para o Arquivo.pt.
Por exemplo, no registo do site “Turismo do Algarve”, encontramos uma ligação para um momento a recordar em 2011 e outra a ligação para o histórico no Arquivo.pt em “Consultar objeto”.
Organizações podem criar coleções de Websites da sua área
Com este projeto inédito podemos dizer que os Websites preservados ganharam cidadania ou espaço em plataformas digitais dedicadas à memória histórica.
Os Websites raramente são incluídos em catálogos ou expostos em contexto museológico, em Portugal. Em breve, essa realidade pode mudar.
A National Library of Australia, por exemplo, tem registos de Websites preservados no catálogo. Na Tasmania Libraries o catálogo bibliográfico descreve em formato Marc21 mais de 3000 Websites preservados. Na Library of Congress há coleções de Websites antigos ao lado dos recursos tradicionais.
O MUVITUR abriu caminho para que outras entidades criem coleções de Websites do seu interesse nas suas plataformas.